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A informação é essencial
Por Luara Spinola
Fazer deste espaço um ponto de conexão possibilitando a reflexão através da informação e a troca de conhecimento é uma grande oportunidade.
Todo e qualquer indivíduo que se interessa por um determinado assunto e, consequentemente, busca formas de suprir esse interesse, se torna um usuário de informação. Essa busca incessante do produto informação é uma necessidade de cada um de nós, que trabalha em sociedade.
Já o sentido dado à informação por este usuário pode ser traduzido através da interpretação da mensagem e do seu significado, ou seja, o usuário pode interpretar a informação recebida de acordo com sua interação social, ato, ideia ou grupo de pessoas e objeto de referência e/ou através da significação subjetiva por sua experiência pessoal passada, bem como pelos seus significados interiorizados culturalmente definidos. Interferem também no sentido da informação as intenções deste usuário, o que ele pretende fazer, aonde pretende chegar e como irá agir.
Como afirmam Rouse e Rouse no livro “Human information seeking and design of information systems. Information Processing and Management”, de 1984, a lógica básica por trás dessa perspectiva centrada no usuário é que os sistemas de informação devam ser modelados de acordo com o usuário, com a natureza de suas necessidades de informação e com seus padrões de comportamento na busca e no uso da informação, de modo a maximizar sua própria eficiência.
E como gerar sistemas centrados nos usuários se os usuários não seguem linhas únicas de raciocínio e muitas vezes não sabem o que querem? “O ser humano move-se na vida questionando, encontrando barreiras, deparando-se com dilemas, envolvendo-se em confusões, sonhando, indo à procura de algo, lidando com desordens, passando o tempo, descansando, recuperando-se ou buscando felicidade”. Isso, dentro de uma realidade que é repleta de descontinuidades. É o que relata Carter no estudo “Discontinuity and communication”, de 1980.
Quando misturamos a complexidade do fluxo da informação com o interesse simplificado do usuário, diante do desconhecimento técnico de assuntos relacionados a saúde, ganhamos uma empolgante área de exploração. A saúde é vital, e a informação é essencial.
São muitos envolvidos nos processos de atenção à saúde, cada um com uma necessidade, interesse e conhecimento. E nem sempre o que é falado é o mesmo que é compreendido, registrado, transmitido, integrado, recuperado, interpretado… já imaginou como a informação muda uma vida?
Espero que, além de orientar o usuário da informação, possamos utilizar este espaço para analisar os pontos de conexões entre estes usuários, buscando maior convergência nas relações e melhorias dos fluxos comunicativos.
Nosso destino final: registrar conhecimentos modificadores no indivíduo e no seu contexto de saúde.
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