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Pesquisa internacional reescreve as regras para diagnóstico do câncer de mama
Por Daniela Spimpolo
O que atualmente chamamos de câncer de mama deve ser pensado como dez doenças distintas no futuro, de acordo com um estudo publicado pela revista Nature.
As novas categorias poderiam melhorar o acompanhamento dos pacientes, individualizando o tratamento do câncer de mama. É mais um passo em direção à medicina personalizada.
Estudo realizado por cientistas do Cancer Research UK, em Londres, pode revolucionar a maneira como as mulheres com câncer de mama serão diagnosticadas e tratados no futuro, reclassificando a doença em 10 categorias completamente novas com base na impressão digital genética de um tumor.
A pesquisa, publicada na revista Nature de 18 de abril de 2012, é o maior estudo genético global de tecido de câncer de mama já realizado. A equipe da Cancer Research UK, em colaboração com o BC Cancer Agency Vancouver, no Canadá, Leia o resto deste post
“Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim…”
Por Daniela Spimpolo
Popular não só entre as crianças, a Páscoa é tradicional em todas as idades. Afinal, quem não gosta de um delicioso ovo de Páscoa? Mas a Páscoa não se resume apenas a coelho, ovo e chocolate, ela vai muito além disso…
Turbine seu cérebro
Quer estimular sua memória? Potencializar sua saúde mental? Proteger seus neurônios de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer e Parkinson? Então, capriche no consumo de frutas cítricas e vermelhas, tofu, chá, chocolate amargo (é chocolate!) e outras coisinhas que podem turbinar e melhorar a saúde do seu cérebro.
O que é o que é: azul, doce, suculento e pode impedir os inconvenientes lapsos de memória?
Quem disse mirtilo acertou! Cientificamente chamada de Vaccinium cyanococcus, também conhecida por blueberry, essa frutinha pouco conhecida entre os brasileiros é capaz de fazer maravilhas pelo seu cérebro.
Simplesmente porque essa frutinha possui uma considerável quantidade de flavonóides, capazes de melhorar não só a memória, mas também o aprendizado e as funções cognitivas (as principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas em geral). Estudos mostram que adultos que consomem maior quantidade de flavonóides desaceleram o aparecimento de doenças como o Alzheimer e o Parkinson.
Novas pesquisas têm mostrado que o poder dos flavonóides vai além do que se imaginava, eles protegem as estruturas e funções do cérebro. Não é uma ótima notícia?!
Até o momento, cientistas identificaram mais de seis mil flavonóides que aparecem em uma grande variedade de tipos e que estão presentes em frutas e verduras, grãos de cereais, cacau, chá (verde, branco e preto), vinho e derivados de soja, como o tofu.
Os flavonóides são poderosos antioxidantes1, ajudam a regular o fluxo de sangue e pressão arterial e protegem as células contra os radicais livres2 que se formam no corpo e são potencializados pelos efeitos da poluição, do cigarro e da radiação. Por isso, durante décadas, esses compostos são estudados para ajudar no combate ao envelhecimento precoce, a doenças como câncer, artrite, aterosclerose, catarata, degeneração da retina, diabetes, disfunções cerebrais, doenças cardiovasculares, doenças do sistema imunológico, enfisema, esclerose múltipla, inflamações crônicas entre outras.
Existem milhares de compostos químicos que podem melhorar o raciocínio e até a coordenação motora. Abaixo estão os mais conhecidos e os mais estudados:
Fonte: Revista Mente e Cérebro Ano XVIII – nº 218
Chocolate amargo x AVC
Se você é uma daquelas pessoas apaixonadas por chocolate, ai vem à boa notícia: pesquisas têm mostrado que o chocolate amargo ajuda a combater o estresse e a depressão além de proteger o cérebro contra lesões causadas por derrame (AVC – Acidente Vascular Cerebral). Existe uma substância no chocolate amargo, a epicatequina (que não existe no chocolate tradicional e no branco) que estimula a atividade celular e protege os neurônios contra os danos causados pelo AVC. Mas nada de sair por ai exagerando no consumo do chocolate amargo, pois apesar da benéfica epicatequina, o chocolate amargo é rico em gordura saturada (e está deve ter sue consumo limitado segundo a OMS e o FDA). Mas todos esses estudos têm apontado para o desenvolvimento de uma nova droga potencialmente útil no combate a doenças degenerativas, como o Alzheimer.
Depressão e ansiedade x sálvia, orégano e tomilho
Temperar nossos pratos pode fazer bem não só ao paladar, mas também à saúde. As pesquisas ainda estão em andamento, mas já mostram que algumas ervas, como a sálvia, o orégano e o tomilho, são ricas em flavonóides que estimulam o cérebro a ser mais “bem humorado”. Portanto, capriche no tempero dos seus pratos!
Em novembro de 2010, pesquisadores mostraram (através de estudo em ratos) que a memória pode ser ativada com o consumo dessa erva afrodisíaca e de nome extravagante “bode-assanhado”, graças a presença do composto icariin. Aparentemente esse composto impede a morte das células cerebrais e futuramente, poderá ser um grande passo no tratamento de doenças cerebrais.
Não só é a bebida mais conhecida do planeta como seus efeitos sobre a concentração também são conhecidos e despertam bastante interesse. A cafeína, principal composto do café, age em uma área específica do cérebro e promove alterações no estado de alerta, orientação espacial, tempo de reação e agilidade motora, combatendo temporariamente a fadiga e a sonolência. Diversos estudos sugerem que o consumo regular, mas não excessivo, do café, pode reduzir também o risco de Parkinson, graças à ação da cafeína.
A ciência ainda não desvendou todos os alimentos ricos em flavonóides com potencial para estimular a memória ou proteger nosso cérebro dos “estragos” do dia-a-dia, mas com certeza vale incorporar esses alimentos na nossa alimentação, pelo menos, temos certeza que estamos ingerindo uma grande variedade desses compostos promotores de saúde. E daqui a alguns anos, quem sabe, esses hábitos poderão nos ajudar a lembrar onde deixamos as chaves do carro, a carteira, etc!
E , aproveitando o assunto, que tal um cafezinho?!
curiosidades:
1 Antioxidantes - conjunto de substâncias formadas por vitaminas, minerais, pigmentos naturais, enzimas e outros compostos vegetais , que bloqueiam o efeito danoso dos radicais livres no organismo. O termo antioxidante significa “que impede a oxidação de outras substâncias químicas”. As vitaminas C, E, o betacaroteno, os flavonóides, o selênio, o zinco, o licopeno e o cobre são exemplos de antioxidantes presentes nos alimentos e pelos quais devemos dar preferência na hora das escolhas alimentares.
2 Radicais Livres – são moléculas ou átomos com um número ímpar de elétrons. No nosso organismo, os radicais livres são produzidos pelas células, durante o processo de queima do oxigênio usado para transformar os nutrientes dos alimentos em energia. Os radicais livres podem danificar células sadias do nosso corpo, entretanto, o nosso organismo possui “barreiras” para impedir esse “estrago” e consegue controlar o nível desses radicais. Mas, os processos do organismo não são a única fonte de radicais livres. Fatores como: poluição, radiação, cigarro, álcool, pesticidas, aditivos, estresse, consumo de gorduras entre outros, também podem contribuir para o aumento da formação dessas moléculas. É importante destacar que uma boa alimentação, rica em verduras, legumes e frutas, é a melhor maneira de prevenir os danos causados pelos radicais livres.
fontes:
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Será o fim da Pirâmide Alimentar?
por Daniela Spimpolo
As pirâmides alimentares são esquemas gráficos que distribuem os vários tipos de alimentos e as proporções que devem ser ingeridas nas refeições de pessoas saudáveis, para ser usado como um roteiro para uma alimentação equilibrada. Os primeiros guias alimentares surgiram na década de 1970. Desde então, periodicamente surgem novos esquemas, adaptados aos hábitos e às necessidades de cada sociedade e aos avanços das pesquisas científicas. Em 1992, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (o UEDA), montou o primeiro esquema em forma de pirâmide. Nele, incentivava-se a ingestão de carboidratos (como massas, pães e cereais) em vez de gorduras.
No Brasil também temos uma Pirâmide Alimentar, criada em 1996 por pesquisadores da Universidade de São Paulo que adaptaram a Pirâmide Alimentar norte-americana de 1992 aos hábitos alimentares da população brasileira.
Em 2010, a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, lançou o projeto Let’s Move para melhorar a qualidade da alimentação infantil e estimular o exercício físico, contra índices de obesidade entre crianças americanas. Michelle chegou, inclusive, a transformar os jardins da Casa Branca em uma horta para alertar sobre as necessidades de uma alimentação correta.
A nova representação recebeu o nome de MyPlate e divide um prato em quatro porções: uma de fruta, outra de verduras, uma terceira de proteínas e a quarta de cereais integrais. Além disso, é acrescentado um copo ao prato, que representa os lácteos (derivados do leite).
Entre as recomendações que acompanham a nova representação gráfica estão:
Calorias em equilíbrio
- apreciar a comida, mas comer menos
- evitar porções grandes (dividí-las em pequenas porções ao longo do dia)
Aumente a ingestão
- monte seu prato com metade de frutas e legumes
- optar pelo leite livre de gorduras ou com teor de gorduras reduzido (1%)
- opte por grãos integrais
Diminua a ingestão
- leia o rótulo dos alimentos e compare o sódio em alimentos como sopa, pão e refeições congeladas (opte por alimentos com baixo teor de sódio)
- beba água em vez de bebidas açucaradas
A proposta é facilitar o entendimento das pessoas e tornar o modelo mais acessível a todos. O importante é lembrar que, independente do método ou didática adotada para contribuir para uma alimentação mais saudável, a melhor dica é manter sempre uma alimentação equilibrada, com quantidades suficientes de proteínas, carboidratos, vitaminas, sais minerais, gorduras, fibras e água. O bom funcionamento do nosso corpo e mente, depende do que comemos diariamente portanto, capriche no seu prato!
curiosidade: O mundo vive hoje a epidemia da obesidade, uma doença que cresce em proporções alarmantes. De acordo com estudos do IBGE, há cerca de 17 milhões de obesos no Brasil, o que representa 9,6% da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS (2010), há 300 milhões de obesos no mundo e, destes, um terço está nos países em desenvolvimento. A OMS considera a obesidade um dos 10 principais problemas de saúde pública do mundo, classificando-a como epidemia.
fontes:
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