2012. Um ano melhor ainda para se fazer mais pela saúde
Publicado por Mais Pela Saúde
Por Victor Barcelos
2012 chegou. As pessoas reavaliam projetos e traçam planos e pessoalmente tenho a convicção que será um ano para se fazer mais pela saúde, pelos desafios a vencer:
DESAFIO 1 – O CUSTO DA SAÚDE PARA AS EMPRESAS
- A segunda maior despesa do RH é relativa à atenção à Saúde;
- Em 1986, não chegava a 3 % da folha de grandes empresas;
- Em 2002 correspondia a 6 % da folha. Hoje, já ultrapassa os 10%;
- Pesquisa da Mercer (2010) mostrou que das 205 empresas entrevistadas, 04 delas afirmaram que o custo com a Saúde chegava a 20% da folha;
- Pesquisa da Towers Watson entre as seguradoras aponta crescimento de 13,7% nos custos com planos de saúde em 2011, na América Latina;
- A mesma pesquisa mostrou que esses custos estão sempre duas ou três vezes acima da inflação. Em 2009, o aumento médio internacional ficou 6,9 % acima dos índices inflacionários;
- Dos 46,6 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil, mais de 75% estão em planos coletivos e destes, 80 % estão atrelados a vínculos empregatícios*.
Fontes: *Caderno de Informação da Saúde Suplementar ‐ ANS – junho/11;.Pesquisas: MELHOR SAÚDE ‐ 2011
DESAFIO 2 – A PROMOÇÃO À SAÚDE PODE SER A SOLUÇÃO ENTRE O ENVELHECIMENTO ATIVO E A SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA DA SAÚDE SUPLEMENTAR.
- A prevenção ainda é o melhor remédio para mudar esse quadro, reconhecimento dado pela ANS , nos Eixos temáticos da Agenda Regulatória da ANS – 2011/2012;
- Expectativa de vida/envelhecimento populacional, nos últimos 05 anos, aumento de 31,3% de beneficiários com 59 anos ou mais, na massa de beneficiários de planos de saúde;
- Os constantes crescimentos dos custos têm relação com a mudança no perfil demográfico;
- E, também na transformação do perfil epidemiológico ‐ aumento das doenças crônicas e degenerativas;
- Teremos um aumento na demanda por cuidados continuados, ao contrário do que ocorria antes dessa transformação;
- A maior parte das incapacidades associadas à idade avançada são consequências de doenças crônicas preveníveis a promoção da saúde ao longo do curso da vida torna‐se elemento chave para o envelhecimento saudável;
- Estudos demonstram que temos cerca de 50 milhões de portadores de doenças crônicas;
- O absenteísmo de crianças às escolas e de trabalhadores às empresas poderia ser minimizado através da oferta de melhores serviços e condições de saúde;
- Com os trabalhadores que ficam afastados mais do que 15 dias, o governo federal gasta mais de 15 bilhões de reais por ano. A conta maior fica, entretanto, com os empregadores, uma vez que a maior parte dos afastamentos é de menos de uma semana.
- Esses números podem mudar, dependendo da forma como as empresas cuidam da saúde dos trabalhadores;
- Internações podem ser evitadas, com a oferta de Programas de Promoção à Saúde e Prevenção de Agravos e Doenças.
DESAFIO 3 – CONSTRUÇÃO DE MODELOS ASSISTENCIAIS COM FOCO EM PROMOÇÃO DE SAÚDE E RISCOS E DOENÇAS.
Poderíamos dizer que estamos buscando uma antecipação de nossas necessidades, para ser objeto de intervenção racional e não vividas a posteriori como catástrofes. De forma que tanto o otimismo/ Pollyanna como o pessimismo/Murphy são faces da mesma moeda que nos afastam da realidade. Pensar como Murphy que “o que foi será”, ou como Pollyanna , “que podia ter sido pior”, não nos liberta deste estado de coisas a ser superado.
Que possamos cumprir nosso trajeto e os nossos desafios em 2012!
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Publicado em janeiro 3, 2012, em Colunistas, Victor Barcellos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.




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